Devo ser uma anta mesmo....me sinto tão sozinha aqui em Santos e tenho tanta vontade de ver gente, conversar, que quando encontro oportunidades meio que perco o controle e falo demais....algumas pessoas se incomodam com isso, mesmo sem ter que ouvir a minha voz, ou seja, só pelo bate-papo mesmo...
Eu estava me achando relativamente forte desde que cheguei do RS, mais motivada para estudar, mais focada, com um propósito mais elevado, baseado na experiência que tive acompanhando a minha mãe....mas hoje...hoje vi que desde que cheguei em Santos não encontrei ninguém da minha família a não ser a minha avó (que nem lembra quem eu sou), que ninguém me ligou nem sequer mandou mensagem ou email, o que dizer então de receber uma visita, de suporte ou de um mísero abraço? Nada.
Eu liguei para as minhas tias, eu me auto-convidei para um almoço em que minha tia saiu antes de eu chegar e demorou tanto que fui embora para não perder a tarde de estudos....
Se eu já me achava um nada nessa família, agora tô começando a ter certeza, quase que absoluta.
E só fui perceber isso por que percebi que estava literalmente incomodando meu melhor amigo no bate-papo do Facebook....de tanto que eu escrevia, da minha necessidade em conversar, em "sentir" alguém próximo....
Agora, se eu incomodo um amigo num bate-papo virtual, o que me resta?
Hein?! Alguém, algum deus ou divindade ou ser superior, alguém que entenda como essas coisas funcionam, por favor me explica!!!!!
Ou eu sou muito, excepcionalmente, especialmente tão burra e cagada que não sei viver as coisas mais simples dessa vida; ou estou fazendo tudo errado; ou não tenho ninguém mesmo e, portanto, não faço a mínima diferença nesse planeta.
Todas as opções são horríveis, nem sei qual é a pior....
A pior é saber que a única pessoa que me ama e para quem eu faço alguma diferença pode me deixar para sempre mais cedo do que eu sempre sonhei: minha mãe.
Sendo assim, só me resta estudar com mais afinco ainda, pois quem sabe minha vida ganhe algum sentido e faça alguma diferença no exercício da Medicina.
Uma garganta só não é suficiente pro tamanho do grito que eu sinto reverberando dentro de mim...